Ano:  25   Data:  04/09/2010    Edição Número:  1171
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CANCER BUCAL
Deve-se estar atento aos sinais identificadores de que alguma coisa não vai bem com sua boca: Feridas na cavidade bucal, com 15 ou mais dias de evolução, que não cicatrizam, precisam ser melhor investigadas, alterações de cor (particularmente brancas ou vermelhas), consistência, tamanho ou formato, sugerem alterações celulares que podem ou não evoluir para uma neoplasia maligna. As lesões indolores, porém de longa evolução, são um sinal importante, o carcinoma quase nunca apresenta sinais dolorosos, apenas nos estágios muito avançados da doença, portanto, dor não necessariamente é indicativo de câncer.

Pacientes maiores de 40 anos, tabagistas pesados (20 ou mais cigarros ao dia) e ou de longa duração (10 anos ou mais), alcoolistas crônicos (especialmente aqueles que ingerem destilados como uísque, vodka ou cachaça), que usam água muito quente no chimarrão ou que se expõem ao sol com freqüência estão dentro do grupo de risco para o desenvolvimento de câncer na boca. O cirurgião-dentista, profissional que normalmente tem o primeiro contato com o câncer bucal, esta preparado para diagnosticar ou encaminhar para outro profissional que avalie adequadamente o problema.

O termo “tumor” não é sinônimo de câncer, mas sim de um crescimento anormal dos tecidos, assim como o “cisto”. Portanto, não dê ouvidos a leigos que, sem o conhecimento da causa, consideram qualquer lesão com crescimento exagerado como câncer. Tumor, ou neoplasia maligna, só é assim considerado quando vier acompanhado por sinais e sintomas específicos identificados pelo cirurgião-dentista, como história clínica, ausência de limites na lesão, geralmente indolor e de crescimento lento e envolvimento de gânglios linfáticos (“ínguas”). Mesmo com estes dados presentes, a lesão maligna só é confirmada após biópsia (exame que identifica, ao microscópio, as invasões de epitélio no tecido sadio.

Não tenha medo! Se tiver dúvida a respeito da sua saúde bucal, consulte o cirurgião-dentista da sua confiança.

Por Ricardo Nogueira Fracon