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Síndrome de Down: uma história de vida e inclusão
27/03/2012

COMEMORAÇÃO – O dia 21 de março é celebrada a data da Síndrome de Down que foi instituída no ano de 2006.

 

 

 

A Down Syndrome International propôs o Dia Internacional da Síndrome de Down no ano de 2006, no Brasil houve muita repercussão na mídia em 2007 pela presença do jogador Romário em um comercial e da novela global “Páginas da Vida”, em que a personagem, avó da criança a rejeitava.
Este ano com o apoio de 180 países a ONU vai oficializar essa data, a escolha do dia 21 de março, ou seja, 21/3, relaciona-se com os três cromossomos encontrados no par 21 que caracterizam a trissomia 21, proposta por Gatson Schwabacher.
A APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) representa o 2º maior movimento do mundo e o 1º da América Latina que trabalha em prol dos portadores de necessidades especiais. Em Cravinhos a instituição conta com 90 alunos que possuem necessidades especial e que tem idade entre 10 meses e 45 anos.
Para a diretora da APAE de Cravinhos, profª Silvia Teresa Damião Gomes, todos os alunos que frequentam a entidade são tratados iguais.
“As pessoas portadoras da Síndrome de Down são tratadas como as que possuem outras síndromes. Ninguém é diferente e sim todos iguais, claro que com um tratamento adequado, mas são tratados igualmente”, diz a diretora da instituição.
Para Silvia Damião, o preconceito começa quando a pessoa trata e julga a síndrome de Down como uma doença.
“Hoje em dia o preconceito diminuiu muito, mas ainda existem pessoas que olham com outros olhos. Entretanto que tem Down é mais respeitado e tem conquistado o seu espaço na sociedade, além de famílias aceitarem melhor essa síndrome. Por isso defendemos os direitos de incluir essas pessoas na sociedade, bem como nas salas de aula”, explica Silvia.
Damião diz que o dia 21 de março não aumenta a auto-estima dos portadores da Síndrome de Down, mas não deixa de ser importante uma vez que são lembrados.
“Para eles não muda nada, mas se for para aumentar a auto-estima da família e aos olhares da sociedade tudo bem, particularmente acredito que não devemos destinar apenas um dia e sim todos os dias à eles. Vejo como uma forma de discriminação, todo dia é dia de todo mundo, mas se faz com que as pessoas pelo menos neste dia parem para refletirem que eles existem está ótimo”, conta a diretora.
Na APAE, todos trabalham juntos tanto com deficiência intelectual quanto múltipla, são tratados bem e desenvolvem trabalhos em diversas oficinas. A Síndrome de Down, não tem cura e não tem como ser evitada, mas é muito importante que quando as mulheres resolvam engravidar, que façam um bom pré-natal.
“É de extrema importância, que as mulheres quando resolvam engravidar façam um bom pré-natal, pois a Síndrome de Down não é a única que a criança pode desenvolver”, diz Silvia Damião.

 

História de vida
Fernando César Machado Massa tem 33 anos e possui a Síndrome de Down, filho de Neusa Machado Massa e de Luiz Mauro Massa, ele leva a vida normal como qualquer outra pessoa.
A mãe de Fernando descobriu que o filho possuía a síndrome com quase um ano de idade.
“Fiquei preocupada porque meu filho não chorava como as outras crianças recém-nascidas, fui a procura de um médico onde foi diagnosticada a síndrome, sai desesperada a procura de um amparo, pois não sabia o que fazer. O Dr. Osvaldo Ajonas meu deu muito apoio moral e clínico, em que me auxiliou e passou tudo o que precisava aprender para cuidar do filho”, relembra Neusa Massa.
Quando Neusa descobriu, em Cravinhos não tinha a APAE, levava seu filho na instituição de Ribeirão Preto e em uma escola particular, mas desde quando foi inaugurada a APAE em Cravinhos ela trouxe o seu pequeno para cá.
Fernando Machado é muito carinhoso com todos da família em especial a irmã Fabiana (Bia), apelido colocado pelo irmão. Ela é professora na APAE e ajuda a cuidar de todos os alunos que possui alguma deficiência, seja ela intelectual ou não, se especializou na área de deficientes abrangendo todas as classes de deficiência.
Neusa contou que Fabiana herdou da avó materna o carinho e dedicação pelas pessoas, pois ela ajuda muito o irmão Fernando.
Fernando é a alegria de muitos e com seu carisma, agrada todos que conversam com ele.
“Meu filho adora passear, aos finais de semana, por isso sempre saímos e conhecemos coisas diferentes, ele me deixa muito feliz”, ressalta Neusa Massa.

Reportagem: Jamila Grecco
Fotos: Arquivo Pessoal
 

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